quinta-feira, 11 de setembro de 2025

As raízes do anti-budismo dos descendentes de colonos japoneses (I)


I

Neste nosso presente momento, continuam subsistindo os templos budistas zen que se originaram a partir dos colonos e descendentes de colonos japoneses.
A origem colonial desses lugares fizeram com que os monásticos do Japão fossem chamados para atender à religiosidade dos imigrantes japoneses no Brasil.
A que tipo de religiosidade? À monástica? Evidentemente que não. A religiosidade construída a partir da cultura das cerimônias memoriais (hoj
i).
Um dos serviços que os monges realizaram e realizam por força dessa cultura é o memorial (associado com funerais budistas). Não é, porém, a atividade principal da vida monástica, em outros termos, da religiosidade zen budista. Ocorre que essa atividade, em razão da cultura de memoriais do Japão, importada aqui para o Brasil, tornou-se a fonte econômica principal dos templos zen oriundos das colônias japonesas.

O cenário político-econômico desses templos assim podem ser sintetizados:

Poder político-diretor: descendentes dos colonos japoneses
Poder econômico: sobre a mercadoria memorial budista (funerais)

Todo poder político (diretor) de um templo zen de colonos japoneses são fundados na venda desse serviço memorial realizado pelos monges. No plano econômico, a direção do templo fica a cargo dos descendentes dos colonos (leigos para a religião); o trabalhador/funcionário do templo é o monástico. 

Necessário, diante desse esquema, perguntar onde está o poder religioso.

Shozan



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